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terça-feira, 23 de julho de 2013

Texto militante JS Lisboa Ocidental - "Acabem com esta palhaçada!"



Nestas últimas semanas, temos assistido a uma das piores crises políticas do pós-25 de Abril. Os culpados de tal situação são o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, que à data da edição desate artigo não se sabe se é o Ex Ministro de Estado e Negócios ou Ex hipotético vice-Primeiro Ministro. O motivo dessa culpa é um governo de coligação CDS-PP PSD, em que não se conseguem entender. Por um lado Passos, no seu autismo, não admite outra política se não esta política de direita sobre a batuta da austeridade, que nada visa o bem dos Portugueses, e Portas por outro, no seu registo habitual reflectindo bem o seu eleitorado, tem a sua única preocupação a conquista do poder pelo poder, mais concretamente a conquista de cargos políticos que adocem o seu ego.
E é esta a situação do país, uma situação que começou por ser de bloqueio entre dois partidos de direita, que em vez de se concentrarem em resolver o estado em que puseram o país, dedicam os seus esforços a fazer politiquice, guerrinhas internas, para ver quem consegue ter mais poder.
Como o governo e o presidente não conseguiram inicialmente resolver esta embrulhada, passaram a batata quente para o PS. Mas não nos podemos esquecer como isto começou. Portas com a troca de Gaspar entrada por Maria Luís Albuquerque para as finanças, fez mais um teatro típico do que já nos habitou, o que bloqueou o sistema político, paralisou o país. Mas este teatro não teve como objectivo de obrigar o PSD a mudar de políticas. O verdadeiro objectivo foi tentar tomar o governo pela chantagem, com o objectivo de o controlar e liderar a direita. Tudo isto culminou numa roda-viva de entradas e saídas de cargos, a que o presidente não deu posse, e que foi obrigado a fazer algo, para desbloquear o sistema.
O presidente da república, que deveria ter o papel de regulador do normal funcionamento das instituições, e um contra freio do sistema politico, tem como única preocupação o seu partido. Apesar de Cavaco Silva ter passado um atestado de incompetência a este governo, e ter tentado patrocinar um possível entendimento ou até governo de salvação nacional com PSD, CDS e PS até Julho de 2014, data na qual se pensaria em eleições antecipadas, tal atestado só ocorre depois da tentativa de tomada de controlo do Governo por Paulo Portas. Uma vez que que o entendimento falhou, por inflexibilidade do governo em reconhecer que era preciso mudar de politicas, o Presidente decidiu que fica tudo como antes estava desta embrulhada. Ou seja, perante o presidente não ter conseguido alienar a oposição, preferiu subverter a democracia mantendo o seu governo sem legitimidade democrática, e quem até dar o verdadeiro controlo do governo a um partido que representa 12% dos portugueses. Isto diz-nos tudo sobre o carácter desta direita que nos lidera, e o que a faz mover. Após dois anos destas políticas austeras de direita contra os portugueses, que resultou em mais de um milhão de desempregados, com os cortes nos salários e pensões, e que tanta miséria tem causado, o Presidente da República só decide agir quando vê o seu partido e o seu governo ameaçado. Assim, o mote da direita é primeiro o partido, depois os boys for the job, depois as suas políticas. Os portugueses, para a direita, servem única e exclusivamente para serem ludibriados no momento das eleições, como Passos Coelho e o Paulinho das feiras tão bem fazem.
Perante este bloqueio do sistema, Cavaco Silva que ao mesmo tempo foi um dos responsáveis pela demissão de Sócrates, pela vinda da troika, e o patrono deste governo de direita e destas politicas, veio com o descaramento de apelar ao sentido de estado do PS, para resolver esta embrulhada que a direita criou. E o PS como António José Seguro defendeu e negociou, não se tinha importado de resolver esta embrulhada, este bloqueio. Mas esse sentido de estado, essa visão do País e as pessoas primeiro, não passa por grandes acordos nem coligações, nem governos de salvação nacional. Passa por devolver a decisão aos eleitores tal como o PS defendeu. Passa por eleições antecipadas, o mais cedo possível, e acabar de vez com este governo que politicamente nada tem de legitimo. Passa pelas pessoas decidirem o seu futuro, e decidirem se querem estas políticas de austeridade. Esse sim é o verdadeiro desbloquear do sistema, e a luta do Partido Socialista, uma vez que temos um Presidente da República só de alguns portugueses, que coloca a sua militância cor de laranja à frente do país. Pedir aos portugueses que esqueçam estas trapalhadas, que tudo fica como antes, mandatando que os maiores discípulos do dogma da austeridade passem agora a apostar no crescimento económico ainda consegue ser mais sem vergonha, do que chamar o PS para um acordo. Tal posição do presidente é fazer dos portugueses de parvos, ignorantes, de meros empecilhos que são chamados a votar de quatro em quatro anos, naquele inconveniente para a direita que são as eleições.
Com este governo e este Presidente, é urgente devolver a voz aos portugueses, e acabar com um governo que acha que pode decidir tudo, mesmo que as pessoas não concordem, tudo claro, segundo eles, em nome do superior interesse do País, e com o alto patrocínio de sua excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Cabe assim ao PS liderar o país contra esta direita com vícios antidemocráticos, e não como queriam, que o PS assinasse um cheque em branco, a este governo PSD/CDS comandado por Cavaco Silva, e a estas políticas, que tanto apelam e defendem a salvação nacional, mas que mais não é que a salvação de um governo moribundo que só defende os grandes interesses económicos, em vez de defenderem e pensarem nos portugueses.

João Gonçalo P. M. Pereira

JORNAL JS | NES ISCSP

É com grande orgulho que partilho o Jornal NES ISCSP Julho de 2013. Neste jornal estão presentes alguns textos de opinião dos militantes e da coordenação da JS Lisboa Ocidental.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reportagem e entrevista à JS Lisboa Ocidental -Tema: Co-adopção

Já disponível a reportagem de rádio realizada sobre a "Co-adopção"  e com a entrevista à Coordenadora Joana Graça Feliciano da JS Lisboa Ocidental:

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CONVITE

A JS Lisboa Ocidental convida todos os militantes e simpatizantes a participar no debate "Que Democracia? Que Política? Discussão sobre Portugal - os desafios para a sua
sustentabilidade"
:




sábado, 25 de maio de 2013

O que é a Igualdade?



Na política, no debate e na discussão, a Igualdade é um fator virtuoso e estrutural das democracias ocidentais e pós-modernas. A Igualdade de debate, a liberdade de opinião e a garantia da diferença são direitos adquiridos e conquistados, no caso português, pela Constituição de 1976.

Mas, por incrível que possa aparecer, a Igualdade em Portugal continua a ser uma palavra de fácil acesso e uma ação de difícil resolução.

Ainda recentemente debateu-se a adoção por casais do mesmo sexo, todas as instituições que estão ligadas ao trabalho das crianças defendem a abertura para todas as pessoas a escolha de poderem adoptar, para além, da sua orientação sexual.

No entanto, vemos uma sociedade de pensamento retrógrada, ainda com um síndrome inquisitório, defendendo estar contra por questões do foro eclesiástico, espiritual ou por simples HOMOFÓBIA LATENTE.

Preocupa-me que a solução para muitos seja a liberdade económica do individuo, esses muitos que ao nível dos costumes, da moralidade e da transformação, roçam o Portugal quinhentista.

Por isso, a JS, de uma forma correta, impulsionou o debate sobre este e outros direitos ainda não consagrados na lei ou simplesmente que não estão a ser respeitados no cumprimento da liberdade democrática da nossa sociedade.

A JS defende a adoção para Tod@s, a JS defende o voto para o emigrante dentro do princípio de reciprocidade, a JS defende a igualdade salarial de género, a JS defende a laicização dos organismos públicos, a JS defende uma viragem para a CPLP e Portugal como ponte para a Europa, a JS defende os teus direitos!

A JS propõe que um cidadão deve ter o direito de viver em regime de igualdade respeitando o artigo 13º da nossa Constituição.

Quem discrimina, corrompe ou insulta o outro, não pode nem deve viver num regime democrático.

Por um Portugal Igual!

Por um Portugal para Tod@s!

Diogo Amaral

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Abril recomenda-se


No dia 25 de Abril a Liberdade decidiu sair à rua de pulmões cheios e de estandartes em haste para descer as ruas desde o Marquês de Pombal ao Rossio.

Nesse dia de calor e vozes intensas a juventude socialista não quis perder o seu direito de manifestação. Diversas secções uniram-se e ergueram a bandeira socialista no alto dos seus punhos gritando avenida abaixo onde estava a sua força: “Liberdade sempre, Fascismo nunca mais".

Numa quinta-feira de Abril o povo não desiludiu os seus antepassados e nem continuou calado. Nessa tarde, passados 39 anos, o desejo por uma nova política foi novamente reclamado não pelos pais dos pais, mas agora pelos netos desses.

Que a liberdade não seja destituída, mas para sempre reclamada! Que a JS não deixe de lutar pelos valores que a acompanham, nem que os jovens deixem passar este tempo que lhes pertence.

Joana Graça Feliciano 








sexta-feira, 17 de maio de 2013

Crónica: O que é ser militante?


Ser militante, quando encarado com seriedade e gosto é um jogo maior do que abanar bandeiras.

Militante vem associado a uma cor, a um cartão de número inscrito e a um caminho político e cívico a percorrer.

A militância é um exercício de altos e baixos em que só os mais astutos e persistentes conseguem atingir o objectivo a que se propõem: não ser apenas mais um, mas ser um com voz, garra e ideologia - de forma a marcar a sua posição e levar a sua cor política a vencer.

Sou apologista de uma militância com rigor e não de uma militância em massa com o simples intuito de preencher as bases.

A política para ser bem executada tem de dar lugar à participação porque sem ela não consegue subsistir. Essa participação tem de ser praticada com cabeça, tronco e membros – mas principalmente com “cabeça” porque é dela que surgem novas ideias, vagas e debate, o que obriga a que a política não seja estática e amoral.


Nos dias que correm a política é encarada com descrédito, porque as ideologias originais de cada partido aparentam estar manchadas por anos de incoerência, de boas e más práticas, líderes e realidades.

Esta situação atribui mais destaque e pertinência à necessidade de existência de válidas militâncias: nas quais se participa, mas sobretudo nas quais se quer participar e de forma proactiva.

“Roma e Pavia não se fizeram num dia” e certamente também não será num único dia que se conseguirá mudar a forma de fazer política, mas se pensarmos com coerência: os militantes de Hoje poderão ser os líderes de amanhã…e nada pior do que ter um líder apático e subserviente, porque simplesmente não se trata de um dirigente. Por esta razão aguardo com uma atitude optimista uma mudança nas jovens bases partidárias.

Mas atenção, nem todo o quadro que pinto de palavras é negro e o que realmente nos continua ainda a mover são alguns bons militantes que se recusam a desistir. Porém, a velha verdade de que “o futuro são os jovens” nunca fez tanto sentido como nestes dias que correm: vivendo em crise o único suspiro de alívio e esperança jaz sobre os jovens e sobre estes um futuro que poderá vir a ser mais promissor.

Por essa velha razão que apresentei é pela qual que aqui me manifesto: enquanto os dados não forem lançados, continuemos então a aguardar por uma política e um futuro repleto de mais válidas militâncias e já agora de futuros válidos políticos.

Joana Graça Feliciano 

IGUALDADE - ONTEM, HOJE E SEMPRE!


Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia
Hoje, na Assembleia da República fez-se História:aprovação da co-adopção. A Juventude Socialista Lisboa Ocidental abana hoje e sempre, bem alto, a bandeira da IGUALDADE!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Convite - JS FAUL

Aqui fica uma excelente inciativa e convite para todos os possíveis interessados:

 

Em ano de eleições para o Poder Local, a JS FAUL convida todos os seus militantes e simpatizantes para o seu Fórum Autárquico! Este evento decorre no próximo Domingo (19 de Maio), a partir das 14:00 horas, na Sede do PS Oeiras.
Em ano de eleições para o Poder Local, a JS FAUL convida todos os seus militantes e simpatizantes para o seu Fórum Autárquico! Este evento decorre no próximo Domingo (19 de Maio), a partir das 14:00 horas, na Sede do PS Oeiras.