O 25 de Abril é o sinónimo de liberdade, libertação, democracia, decisão popular, liberdade de expressão, possibilidade de ser quem eu quero, desenvolvimento e acima de tudo orgulho.
O orgulho de ser de uma geração que nasceu na democracia, uma geração que deve saber o significado do fim de uma ditadura, que perseguia as pessoas pelo seu “estatuto” social, a sua crença na sociedade e a sua opinião. Uma ditadura que prendeu, torturou e matou todos aqueles que puseram em causa o seu método, a sua visão de sociedade e a bajulação de um líder.
Mas, infelizmente, o caminho para uma democracia plena vai longe, ainda hoje temos uma geração de portugueses que acredita que viver aprisionado sob o jugo de alguém é fundamental para a sua existência.
A esses portugueses digo que não existe melhor do que a possibilidade de ser quem quero ser, sem regras, defeitos ou suposições.
Viva o 25 de Abril!
Viva a Liberdade!
Viva Portugal!
Diogo Amaral
(artigo originalmente publicado aqui)
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terça-feira, 12 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
40 anos da Constituição Portuguesa
A Constituição Portuguesa faz 40 anos. Para uma
pessoa, 40 anos seria uma boa idade: não se é velho, mas também não se é
imaturo... Mas para um texto constitucional, 40 anos não tem o mesmo
significado do que para a vida humana. Eleitos a 25 de Abril
de 1975, nas primeiras eleições livres e democráticas e que tiveram uma
participação de 91,7% dos portugueses com direito a voto, os 250 deputados de
seis forças políticas reuniram-se pela primeira vez a 2 de junho, na primeira
sessão de trabalho da Assembleia Constituinte, presidida pelo então Presidente
da República, Costa Gomes. A "missão" foi desempenhada pela
Assembleia ao longo de 10 meses, com sessões. Cada grupo parlamentar tinha um
presidente, o PS com António Lopes Cardoso, substituído por José Luís Nunes
quando integrou o VI Governo provisório, Carlos Mota Pinto chefiava a bancada
do PPD, Carlos Brito a do PCP, Sá Machado a do CDS e José Tengarrinha o grupo
do MDP-CDE. Entre os deputados da Constituinte, alguns ainda hoje estão na
política ativa, como o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e o agora
deputado do PSD João Bosco Mota Amaral, que já desempenhou também os cargos de
presidente da Assembleia da República e do Governo Regional dos Açores. O
antigo Presidente da República e nosso camarada Mário Soares, o comentador e
ex-líder do PSD e actual Presidente da Republica Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, o
socialista Manuel Alegre, o constitucionalista Jorge Miranda, o ex-presidente
da Assembleia da República Barbosa de Melo e o 'fundador' do Serviço Nacional
de Saúde António Arnaut foram outros dos 311 deputados que chegaram a exercer o
seu mandato. Pois, apesar da Assembleia Constituinte ter apenas 250
parlamentares, diversas substituições realizadas ao longo dos seus 10 meses de
funcionamento permitiram o exercício do mandato de mais de três centenas de
parlamentares. Entre os eleitos estavam apenas 27 mulheres, como Sophia de
Mello Breyer e Helena Roseta. Enquanto fora das paredes do palácio de São Bento
se vivia o "Verão quente", com manifestações um pouco por todo o
lado, no último dia de julho, no hemiciclo, começou o debate e votações na
generalidade e especialidade sobre o articulado constitucional. Cinco meses
depois, a 2 de abril, o articulado da nova Constituição, com 312 artigos, era
finalmente levado a votação final global com o CDS isolado no voto contra,
deputados de pé a aplaudirem e a cantarem o hino nacional. Com vivas à
Constituição e a Portugal terminavam os trabalhos de elaboração da nova Lei
Fundamental, que entraria em vigor a 25 de Abril de 1976.
Márcio Martins
Márcio Martins
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Todas as revoluções são pós-revolucionárias
Por José Adelino Maltez
Continuando Ortega, confirma-se
que "uma revolução inteira é um processo dialético, em que a tese é dada
por uma certa situação histórica, a antítese por uma ideologia que procura
antepor‑se‑lhe, e, finalmente, a síntese, pela revolução em sentido restrito,
em que se fundem numa unidade nova os elementos anteriores." Mas
qualquer observador de bom senso sabe qual é a diferença entre a ditadura
derrubada em 25 de Abril de 1974 e uma democracia pluralista e de sociedade
aberta. São incomparáveis. O que temos é bem melhor do que estava. A liberdade
vive-se, não precisa de ser demonstrada.
Com efeito, os três principais momentos
criadores deste regime têm a ver, primeiro, com as eleições para a
constituinte, de 25 de Abril de 1975, com resultados anti-situacionistas.
Segundo, quando os restos da carbonária defenderam a emissora católica
portuguesa, contra o assalto da extrema-esquerda. Terceiro, quando Soares, no
comício da Alameda, apoiado pelas estruturas católicas, demonstrou que a força
da rua era favorável ao pluralismo democrático e à sociedade aberta. O 25 de
Novembro de 1975 confirmou o 25 de Abril de 1974 e o PCP continuou no governo.
Infelizmente, há muita gente que não
repara como a esquerda e da direita que temos, ambas nasceram nesse “dia claro
e limpo”. Porque não há esquerda sem direita, nem direita sem esquerda. O resto
é propaganda anti-pluralista, adepta do autoritarismo e do totalitarismo.
Todas as revoluções foram
pós-revolucionárias. 1789 produziu Napoleão. 1917 levou a Estaline. 5 de
Outubro de 1910, o de Machado Santos, gerou Afonso Costa. 28 de Maio de 1926,
dominado pelos republicanos anti-afonsistas, provocou Salazar. O 25 de Abril de
1974, o que teve um PREC, levou a este dia seguinte.
Mas convinha compreender que somos
todos, simultaneamente, filhos do 28 de Maio de 1926 e do 25 de Abril de 1974,
tal como todos temos um avô monárquico e um avô republicano, bem como um bisavô
inquisidor, ou bufo da dita. O inferno está cheio de boas intenções e a
história é apenas mero produto da ação dos homens, concretos, de carne, sangue
e sonhos.
O 25 de Abril não foi um golpe de Estado
nem uma revolução, mas uma onda em espiral que pode fazer renascer cada um de
nós em libertação. Ainda está por cumprir, porque nunca existiu nem vai
existir. Nenhuma das 10 000 000 de teorias científicas sobre a coisa é
verdadeira, a não ser que rime com a verdade íntima de cada um dos projetos de
cidadania.
Porque democracia tanto é o diálogo com
o adversário, como a institucionalização dos conflitos. O 25 de Abril realizou-se.
(artigo originalmente publicado aqui)
(artigo originalmente publicado aqui)
sábado, 25 de maio de 2013
O que é a Igualdade?
Na política, no debate e na discussão, a Igualdade é um fator
virtuoso e estrutural das democracias ocidentais e pós-modernas. A Igualdade de
debate, a liberdade de opinião e a garantia da diferença são direitos
adquiridos e conquistados, no caso português, pela Constituição de 1976.
Mas, por incrível que possa aparecer, a Igualdade em
Portugal continua a ser uma palavra de fácil acesso e uma ação de difícil
resolução.
Ainda recentemente debateu-se a adoção por casais do
mesmo sexo, todas as instituições que estão ligadas ao trabalho das crianças
defendem a abertura para todas as pessoas a escolha de poderem adoptar, para
além, da sua orientação sexual.
No entanto, vemos uma sociedade de pensamento retrógrada,
ainda com um síndrome inquisitório, defendendo estar contra por questões do
foro eclesiástico, espiritual ou por simples HOMOFÓBIA LATENTE.
Preocupa-me que a solução para muitos seja a liberdade
económica do individuo, esses muitos que ao nível dos costumes, da moralidade e
da transformação, roçam o Portugal quinhentista.
Por isso, a JS, de uma forma correta, impulsionou o
debate sobre este e outros direitos ainda não consagrados na lei ou
simplesmente que não estão a ser respeitados no cumprimento da liberdade
democrática da nossa sociedade.
A JS defende a adoção para Tod@s, a JS defende o voto
para o emigrante dentro do princípio de reciprocidade, a JS defende a igualdade
salarial de género, a JS defende a laicização dos organismos públicos, a JS
defende uma viragem para a CPLP e Portugal como ponte para a Europa, a JS
defende os teus direitos!
A JS propõe que um cidadão deve ter o direito de viver em
regime de igualdade respeitando o artigo 13º da nossa Constituição.
Quem discrimina, corrompe ou insulta o outro, não pode nem
deve viver num regime democrático.
Por um Portugal Igual!
Por um Portugal para Tod@s!
Diogo Amaral
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