O 25 de Abril é o sinónimo de liberdade, libertação, democracia, decisão popular, liberdade de expressão, possibilidade de ser quem eu quero, desenvolvimento e acima de tudo orgulho.
O orgulho de ser de uma geração que nasceu na democracia, uma geração que deve saber o significado do fim de uma ditadura, que perseguia as pessoas pelo seu “estatuto” social, a sua crença na sociedade e a sua opinião. Uma ditadura que prendeu, torturou e matou todos aqueles que puseram em causa o seu método, a sua visão de sociedade e a bajulação de um líder.
Mas, infelizmente, o caminho para uma democracia plena vai longe, ainda hoje temos uma geração de portugueses que acredita que viver aprisionado sob o jugo de alguém é fundamental para a sua existência.
A esses portugueses digo que não existe melhor do que a possibilidade de ser quem quero ser, sem regras, defeitos ou suposições.
Viva o 25 de Abril!
Viva a Liberdade!
Viva Portugal!
Diogo Amaral
(artigo originalmente publicado aqui)
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terça-feira, 12 de abril de 2016
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Portugal sem fundo
O que será deste futuro? Falo do futuro que nos é próximo e que outrora não era tão inquietante quanto o futuro longínquo, porque esse encontrava-se longe de mais para se prever.
Somos jovens, somos inexperientes de mais porque nem a experiência que precisamos nos é cedida. Estudamos, caminhamos longos anos num sistema educacional que nos cultiva e fornece instrumentos para o nosso desenvolvimento, mas que no fim - entre diplomas a mais ou a menos - não nos assegura oportunidades nesta decadente realidade.
"O futuro somos nós" - esta velha frase encontra-se desgastada por anos preenchidos de crises económicas, sociais e políticas.
Nada nos é garantido, mas também nada nos é possibilitado.
Resta-nos acreditar que temos algo de novo para oferecer e que as oportunidades nos serão dadas, eventualmente.
Resta-nos ser empreendedores do nosso futuro. Não nos podemos acomodar. Não penhoremos o nosso presente em prol das dificuldades, nem nos limitemos a sonhar apenas durante a noite entre sonos mal dormidos e turnos de um trabalho que não nos preenche. Não fiquemos assim, sem perspectivas do que somos ou do que nos tornaremos. Ganhemos ânimo e folgo para as batalhas diárias que agora nos se apresentam! O optimismo não está ultrapassado. Temos agora de procurar soluções que não nos seriam tão evidentes há uns anos atrás, pois éramos novos demais para nos preocuparmos.
Falo da confusão em que nos encontramos: sem saber se o futuro (o próximo e não apenas o longínquo) que idealizámos e para o qual tanto lutámos será possível de concretização.
Falo do Portugal sem fundo em que nos tornámos. Os tempos são difíceis, os trocos no nosso bolso escasseiam e as ideias são demais para se concretizarem. Vivemos num marasmo que só uma crise tão aguda quanto esta poderia tornar possível.
Mas será assim tão tortuoso este caminho que o sopro das impossibilidades foi capaz de apagar toda a réstia de esperança num Portugal sustentável?
Joana Graça Feliciano
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