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terça-feira, 12 de abril de 2016

25 de Abril - Crónica João Gonçalo

Segundo a grande maioria dos politólogos, o 25 de Abril foi um golpe de estado dos militares, por motivos de classe, que acabou numa revolução que trouxe liberdade e igualde a Portugal. Podemos discordar do que se fez nos anos a seguir durante o PREC, ou até como os sucessivos governos nos governaram durante as últimas quatro décadas. Mas uma coisa une os portugueses, é que o 25 de Abril pôs fim a um regime que perseguia, prendia, torturava e até manda matar os seus cidadãos por pensarem diferente do regime, que obrigava os seus jovens contra sua vontade lutar numa guerra que não concordavam, e que a única coisa que dava ao seu povo era guerra, fome, atraso, miséria, e analfabetismo.

Hoje 42 anos depois do 25 de Abril, temos um sério problema de participação política sobretudo sobre os jovens. Metade da população não vota e pior, se formos analisar taxa de abstenção entre os jovens o número é muito maior. A desculpa quase sempre é a governação dos diferentes governos desde o 25 de Abril. Claro que houve muitos erros, má governação, mas não podemos tomar a parte pelo todo. Se esse discurso fosse verdade e explicasse o fenómeno, então tínhamos elevadas taxas de participação política nas áreas que não tivessem a ver com governação politica, e tínhamos elevadas percentagens de trabalhadores sindicalizados, de filiações em partidos e associações cívicas, e altas taxas também de participação jovem em associações cívicas e políticas, mas tal não acontece. Temos um problema real, a falta de participação política, em que a abstenção é apenas uma parte desse problema, e que apesar de ser transversal na nossa sociedade, é ainda mais preocupante entre os jovens.

Assim, no ano em que se comemoram 42 anos sobre o 25 de Abril a nossa grande luta política já não é o fim da ditadura, é sim honrar a conquista da democracia aprofundando-a cada vez mais. O nosso combate deve ser hoje a participação política sobretudo entre os jovens. Precisamos de uma sociedade civil activa, que vote, participe politicamente na sua comunidade, que seja informada e esclarecida, tal como Tocqueville idealizou. Para isso temos que lutar por um ensino do primário ao superior, para todos, plenamente gratuito, com a propina zero, com a gratuitidade dos manuais escolares entre muitas outras medidas. Temos que lutar para voltar a ter formação cívica nas escolas, reformulada em formação político-cívica. Ao nível da governação é urgente aproximar governados e governantes, reformulando o sistema eleitoral, revendo o financiamento partidário criando mecanismos de transparência e de accountability, e de promover uma maior taxa de renovação na A.R. entre muitas outras reformas urgentes que são necessárias.

Assim, 42 anos depois, Abril deve ser o combate à falta de participação política, aprofundando a democracia sobre o risco de falência da mesma. Não digo que só estas possíveis soluções resolviam este problema grave e estrutural na nossa sociedade, mas se lutássemos e fizéssemos algumas destas reformas, dávamos um grande passo, cumprindo e honrando Abril, pois cumprir Abril é aprofundar a democracia!

João Gonçalo

(artigo originalmente publicado aqui)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eleições para a Coordenação da JS Lisboa Ocidental por Joana Feliciano

Ontem dia 29 de Outubro de 2015 foi um momento de transição.
O meu mandato de 2013 a 2015 enquanto coordenadora do Núcleo de residência JS Lisboa Ocidental ( Alcântara, Ajuda e Belém) terminou. Chegou a este fecho por decisão própria e porque este é o momento certo de renovação da estrutura, para que desta forma se destaquem outros amigos e camaradas que tanto de si têm dado.
Termina assim mas com a plena segurança e orgulho de olhar para trás e ver um longo percurso político e de camaradagem realizado:
Foram muitos os ilustres convidados em debates, formações políticas, tertúlias, "à conversa com...", arraiais, jantares de convívio, arruadas, campanhas autárquicas, europeias, primárias e legislativas. Moções aprovadas em Congresso da FAUL e Nacional, apresentações de propostas para o Orçamento Participativo, Newsletters originais, Young European Socialist Summer Camp(...) Muito trabalho com uma equipa fantástica, empenhada e que encara a causa política com os mesmos olhos e entusiasmo que eu. Olho para a JS Lisboa Ocidental como um dos maiores núcleos do país, quer pela sua garra, número de militantes como pelas iniciativas que promove sem medo do trabalho que isso acarreta!
Fica na memória as recordações do que passou, e no presente o entusiasmo em continuar o meu percurso político e cívico agora noutras funções.
Os meus parabéns ao camarada João Gonçalo pelo seu novo cargo de coordenador que vem de encontro à dedicação, trabalho realizado e apoio prestado a todos os níveis.
Um agradecimento especial ao amigo e camarada Diogo Amaral pelo seu entusiasmo e força política; ao Tiago Veloso e Rui Câmara pelo empenho e ajuda; ao João Sousa porque tive a honra de no meu mandato presenciar a sua transição de militante da JS para a estrutura do PS e ver a sua presença reconhecida como militante honorário da Juventude Socialista; ao José António Borges enquanto presidente da JS Lisboa porque deu o seu apoio e não se recusou a dar espaço e reconhecimento a este núcleo; e claro a todos os restantes camaradas que independentemente das suas vidas pessoais não quiseram descurar da vida política e mantiveram o sentimento de ajuda à causa cívica no alto: Bruna Lima DelgadoTiago Soares MonteiroDavid MonteiroRita CarvalhoFábio Mendes,Francisco Alves FreitasAndreia Sj,André Martins PortoMárcio MartinsLuis SantosAndré CornagliaHernâni JosuéDavid ValerioHugo OlivençaGabriel MarquesRodrigo Salgado de Oliveira, Juliana Pereira, Cláudia Cunha, Fábio Fraga, Cátia Sofia Gomes,Eduardo Maldonado CruzAndreia HervetAndreia PratesTomás Francisco,Baronesa MarthaSusana Monteiro,entre tantos tantos outros que ao longo dos anos foram dando pontualmente o seu contributo.
A todos, o meu MUITO OBRIGADA.
Saudações socialistas!
























quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Debate Legislativas 2015 António Costa vs. Passos Coelho


Ontem no final do debate Passos Coelho vs. António Costa no Museu da Eletricidade a Juventude Socialista Lisboa Ocidental esteve presente a receber o nosso secretário-geral! ‪#‎costa2015‬ ‪#‎vamospelaesquerda‬‪#‎costabem‬ ‪#‎euconfio‬ ‪#‎jslisboaocidental‬ ‪#‎passosmal‬

Ontem no final do debate Passos Coelho vs. António Costa no Museu da Eletricidade a Juventude Socialista Lisboa...
Posted by JS ZONA OCIDENTAL DE LISBOA - Por uma Secção Mais Forte e Unida on Thursday, September 10, 2015

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Primeiro Dia de Campanha Eleições Europeias - Zona Ocidental

No dia 15 de Maio, a JS Lisboa Ocidental e o PS Lisboa Ocidental realizaram a primeira ação de rua no âmbito da Campanha para as Eleições Europeias. Nesta ação, contámos com a presença do Camarada Presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Davide Amado



No dia 15 de Maio, a JS Lisboa Ocidental e o PS Lisboa Ocidental realizaram a primeira ação de rua no âmbito da Campanha...
Posted by JS ZONA OCIDENTAL DE LISBOA - Por uma Secção Mais Forte e Unida on Friday, May 16, 2014

domingo, 24 de novembro de 2013

ENTREVISTA | Davide Amado

1) O que o fez candidatar-se à junta de freguesia de Alcântara
Alcântara acolheu-me desde que vim estudar para Lisboa. Foi a minha primeira casa quando vim estudar Politica Social para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, na altura em plena Rua da Junqueira. Aqui criei raízes, fiz amigos e desenvolvi o meu percurso político. Foi com naturalidade que recebi o convite do atual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,  António Costa, para ser o candidato do partido Socialista a Alcântara. Como disse inúmeras vezes na campanha eleitoral não nasci em Alcântara mas fui candidato e sou Presidente por convicção e por ser nesta Freguesia que quero ajudar o País a mudar.

2) Foi fácil ganhar a junta de Alcântara? Envolveu muito trabalho? 
Nada se ganha sem trabalho. No nosso caso esse trabalho foi facilitado por um grupo excecional de pessoas que me acompanhou na preparação destas eleições. É muito reconfortante fazer uma reunião para discutir o programa, para calendarizar ações de campanha ou, muito simplesmente para andar porta a porta a falar com todos os eleitores e ver que temos 20 pessoas ao nosso lado. Pessoas da freguesia, que trabalham todos os dias para ajudar a combaterem os problemas de outros. Uns do PS, outros independentes mas todos com a certeza de ser este o projeto que vai mudar a face de Alcântara.

3) Sentiu que teve apoio/ajuda por parte do PS? 
O PS, quer ao nível da nossa secção quer ao nível do PS Lisboa esteve sempre presente. E a nossa vitória é do Partido também.  Todas as estruturas deram o seu contributo, ajudando na organização e no desenrolar da campanha. Não posso deixar de salientar o papel que a Juventude Socialista teve também em todo este processo. Foram incansáveis e estiveram sempre ao nosso lado! Tenho a certeza que, com estas pessoas, o futuro da Secção ZOL está muito bem assegurado.

4) Qual acha que foram os fatores mais determinantes para ganhar uma freguesia que historicamente fugia ao PS desde 1976? 
Não sei se consigo identificar fatores determinantes. Acho que identificámos bem os problemas da freguesia e optámos por uma estratégia de auscultação a toda a gente. Parece-me que as pessoas sentiam a Junta de Freguesia como uma entidade distante com a qual não tinham qualquer tipo de relação. Faltava diálogo, concertação de posições e de esforços. Sentimos na rua que as pessoas precisavam de se fazer escutar. De dizer o que estava mal e o que devia mudar. Por esse motivo desde muito cedo prometemos apenas duas coisas. Trabalho e escutar toda a gente. Foi ainda muito relevante a ajuda que anteriores candidatos do Partido Socialista à JFA nos deram. A experiência desses ajudou-nos a preparar uma campanha de rua que estou certo ajudou a fazer a diferença.

5) Quais são as áreas onde é mais urgente intervir em Alcântara 
Há muito para fazer em Alcântara. Infelizmente a Freguesia não conseguiu acompanhar a evolução que se tem vindo a dar na cidade de Lisboa. Quase todas as atuais grandes áreas de intervenção da Junta de Freguesia estão deficitárias. Em especial ao nível da Intervenção Social e da gestão do Espaço Público a relação com a CML foi muito deficitária nos últimos anos. Essas serão provavelmente as duas áreas onde é mais urgente intervir. A dinamização da Comissão Social de Freguesia como motor de resposta às muitas carências existentes na Freguesia e o levantamento exaustivo de todos os problemas de mobilidade, limpeza e degradação do espaço público, sejam estes problemas competências da JFA ou da CML são no imediato a nossa maior preocupação.

6) Quais são os projetos que pretende fazer a curto prazo? E a longo? 
A curto prazo terei de referir a preparação da JFA para as novas competências que, a partir do dia 1 de Janeiro de 2014, nos serão delegadas pela CML. A reorganização administrativa da cidade traz para além de novas competências, novas responsabilidades na gestão das autarquias. É todo um novo desafio e uma nova realidade na gestão da cidade. As Juntas de Freguesias de Lisboa vão tornar-se verdadeiros centros de decisão e de aplicação de políticas urbanas não bastando para isso receber verbas do Orçamento de Estado. Temos de nos dotar de infraestruturas, recursos humanos, sistemas de informação e conhecimentos técnicos que nos permitam desenvolver da melhor forma o nosso trabalho.

Como dissemos em campanha o nosso projeto é a pelo menos 8 anos. É esse o tempo que julgamos necessário para mudar a face de Alcântara. Não apenas para quem aqui vive mas para todos os que aqui trabalham e que aqui se deslocam. Alcântara, pela sua riqueza histórica e de Património tem de ser uma freguesia central de Lisboa. Tem de conseguir captar investimentos e emprego, turistas e novas áreas de negócio, saber aproveitar estar entre dois ícones da cidade, Monsanto e o e Rio Tejo. Temos de conseguir fazer com que os Alcantarenses tenham uma substancial melhoria nas suas condições de vida!

Por: Tomás Correia e João Gonçalo

ENTREVISTA | José António Videira

Depois de decorridas as eleições autárquicas e do enorme sucesso com a obtenção da maioria absoluta e reeleição de José António Videira para a Junta de Freguesia da Ajuda, este referiu numa entrevista à JS Ocidental de Lisboa a sua enorme satisfação com o resultado, que segundo Videira “foi o fruto de um trabalho de proximidade e participação em conjunto com os cidadãos para melhorarmos a freguesia, e que foi acima das nossas expectativas”. Esta conclusão verificara-se pelos resultados finais obtidos, que com um total de 50% dos votos, dão segundo Videira “uma margem de confiança sobre o nosso trabalho, e que esse trabalho é também fruto de uma parceria muito responsável com a Camara Municipal de Lisboa, e com o trabalho desenvolvido pelo António Costa”.
José Videira perspetiva um novo mandato com muita confiança de que o trabalho feito continuará a ter o mesmo sucesso que tem tido até agora, e que a partir de agora terá que ser principalmente incidido sobre o apoio social e da criação de equipamentos da sua cariz, como são os casos de uma nova creche no Bairro 2 de Maio e da requalificação da zona exterior ao Bairro e também da Calçada da Ajuda. Uma das maiores preocupações é igualmente o enorme flagelo social e a dificuldade para os jovens em conseguirem o primeiro emprego, que segundo José Videira é “algo que numa freguesia com serias dificuldades económicas e fracos recursos como a Ajuda se sente muito”, mas que será combatido com “políticas de empreendorismo, com ligação ao polo universitário, no sentido de através do nosso comércio, e da criação de ligações entre os dois, haja um lugar para as pessoas apostarem nos seus conhecimentos”. A ideia de continuar com este tipo de políticas vem de um projeto que está a produzir bons resultados chamado de BIP-ZIP, em que consiste na coordenação da vida comunitária no Bairro 2 de Maio, realizada por recém-licenciados da Faculdade de Arquitetura, com o âmbito de melhorar a vida dos residentes deste bairro.

Por fim, José António Videira deixa uma palavra aos jovens, que apesar da consciência de todos sobre os tempos difíceis que se avizinham, estes não podem perder a esperança, e que segundo o mesmo “serão sempre muito mais difíceis se não conseguirmos adquirir algumas competências e ferramentas para usar em proveito da comunidade em que vivemos”
Por: Luís Santos e André Reis

domingo, 1 de setembro de 2013

29 Setembro - Eleições Autárquicas

No próximo dia 29 de Setembro, realizam-se as eleições para os órgãos das autarquias locais (Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia). A tua participação neste acto eleitoral é muito importante, sendo um direito constitucional que não deves prescindir.
Autárquicas 2013
Para o exercício do direito de voto, é necessário conheceres antepadamente a tua situação no recenseamento eleitoral, nomeadamente:
Número de Eleitor
Freguesia de Recenseamento
Local de Voto
Caso não saibas os teus dados de eleitor, existem vários meios para obteres esta informação, sendo apenas necessário saberes a tua data de nascimento e o teu número de identificação civil(Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão):
SMS 3838 (gratuito) – Envia uma mensagem para o número 3838, escrevendo: RE (espaço) Nº de Identificação Civil (espaço) data de nascimento (AAAAMMDD). Exemplo: RE 12345678 19900512
Portal do Recenseamento – www.recenseamento.mai.gov.pt
Linha de Apoio ao Eleitor – 808 206 206
Junta de Freguesia
Para saberes o local exacto onde irás votar, basta entrares em contacto com a tua Junta de Freguesia ou Câmara Municipal a partir do dia 14 de Setembro, ou consultando os editais públicos afixados nestes locais. Na grande maioria dos casos, os locais de voto serão os mesmos das eleições anteriores.
Escolhe um futuro melhor para a tua autarquia, vota nas listas do Partido Socialista!

Fonte: JS Faul