segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Mais um mandato para Alberto João Jardim
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O novo posicionamento do Partido Socialista

quarta-feira, 29 de junho de 2011
As Políticas Sociais e responsabilidades individuais ou colectivas

Entendemos como políticas sociais as acções prosseguidas com vista à realização do bem-estar social. A Constituição de 1976 pressupõe a unidade da política social (cf. artigo 91.°, n° 2), embora ela se mostre estreitamente relacionada com a política educacional e cultural. A unidade da política social parece só existir no plano teórico-doutrinário. Na realidade, existem políticas sociais, necessariamente múltiplas e frequentemente dispersas. De qualquer modo, mostra-se possível, em face da Constituição, conceber as políticas sociais como acções destinadas a realizar ou a satisfazer os direitos dos trabalhadores (tanto de natureza cívica como de natureza económica), os direitos sociais e o direito à educação.
Não se afigura legítimo ignorar os efeitos sociais das políticas económicas. Ainda quando se admita que as políticas sociais são definidas unicamente pelo poder político (em consequência da falta ou das deficiências da participação dos parceiros económicos sociais), haverá que reconhecer que a execução das políticas sociais não cabe directa e exclusivamente ao Estado. Não me refiro apenas ao recurso à administração indirecta do Estado, mas também à imposição de obrigações e responsabilidades a entidades particulares e à associação ou cooperação com organizações sociais.
Assim, numa altura particularmente difícil, é necessário não esquecer o social em favor do económico. E assim, numa altura de fragilidades sociais, não só o Estado tem o dever de garantir o bem-estar social, a todos nós é exigida uma responsabilização social.
Andreia Hervet (militante JS Zona Ocidental)
sábado, 11 de junho de 2011
Paradigmas

A União Europeia há muito que escolheu o seu caminho: austeridade. Para uns a solução macroeconómica para a crise das dívidas soberanas; para outros - assim como para mim -, a receita que levará a loja da D. Maria à falência ou à situação precária do Senhor Manuel, desempregado que viu os seus apoios sociais reduzidos quando o preço de despesas aumentou.
Confesso que ainda estou estupefacto ao modo como a Crise de 2008 elevou os culpados a credores e as vítimas a irresponsáveis. Dizem-me que surgiu um dado inesperado chamado "Crise das dívidas soberanas", pois eu acho que as mesmas instituições que levaram à avareza financeira e destruíram a economia real um pouco por todo o mundo, são agora as mesmas que especulam com o dinheiro que os Estados pedem emprestado para satisfazerem as suas necessidades. Curioso é que algumas delas foram salvas por esse mesmo dinheiro.
O resultado? A queda de dois paradigmas que considerava quase dogmas num projecto de prosperidade europeia: a solidariedade e o reforço da economia numa situação de aflição. Eu bem sei que Keynes tem de ser revisto, mas nunca percebi como é que existe estabilidade e crescimento com medidas financeiras castradoras da procura interna e externa, assim como finanças saudáveis sem crescimento económico. Por outro lado, uma União Europeia que sempre ultrapassou os seus obstáculos com base no reforço dos seus laços supra-estaduais, impõe agora empréstimos com juros agiotas e demonstra uma insensibilidade com a particularidade de cada Estado "periférico". A mesma que criou a PAC e a Política Comum de Pescas e incentivou aos orçamentos expansionistas quando a crise estalou, é a mesma que olha para o seu umbigo ou para o seu Euro. Por União Europeia, entenda-se França e Alemanha.
Aguardemos pelo futuro, aguardemos pela reacção da economia, aguardemos pela renegociação da dívida. Os paradigmas mudaram. Para melhor? Para uns, uma conclusão que chegaremos depois de avaliar os dados da dívida, do défice e da taxa cambial. Para outros, quando a loja da D. Maria voltar a reerguer-se ou quando o Sr. Manuel arranjar emprego e retomar uma situação estável. Os números são científicos mas a realidade é subjectiva.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A Estrutura do Partido Socialista
O PS está organizado em quatro níveis de acordo com a organização territorial e administrativa (de acordo com os Estatutos do PS, nomeadamente Capítulo III, artigo 22º e seguintes). A saber: a nível local, distrital, regional e nacional. Antes de examinar cada nível convém lembrar de que nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, respectivamente PS-Açores e PS-Madeira, são dotados de autonomia, de estatutos e órgãos próprios de forma à adaptação geográfica e político-administrativa das Regiões. Importa referir também que não será feito nesta apresentação um escrutínio exaustivo de toda a estrutura do PS mas, tão-só, uma análise estática das estruturas e dos órgãos predominantes.Assim, a nível local o PS está organizado por Secções de Residência e Concelhias. Nas Secções de Residência os órgãos atribuídos são a Assembleia Geral e o Secretariado. Nas Concelhias: a Comissão Política Concelhia, o Presidente da Concelhia e o Secretariado da Concelhia. Ao nível distrital e regional encontram-se, respectivamente, as Federações Distritais e as Federações Regionais cujos órgãos são: Congresso da Federação, Comissão Política da Federação, Presidente da Federação, Secretariado da Federação, Comissão Federativa de Jurisdição e Comissão Federativa de Fiscalização Económica e Financeira. Por último, ao nível nacional: Congresso Nacional, Comissão Nacional, Comissão Política Nacional, Secretário-Geral, Presidente do Partido, Secretariado Nacional, Comissão Nacional de Jurisdição e Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira.
Para além da organização do PS à aproximação territorial e administrativa portuguesa, há ainda lugar para a constituição de secções para a concretização de actividades específicas. Deste modo, é pertinente referir as Secções de Base Sectorial e as Cibersecções. As Secções de Base Sectorial subdividem-se em Secções Temáticas (constituídas para a discussão de temas, áreas e/ou problemas de políticas públicas), as Secções de Acção Sectorial (que se formam em empresas, organizações ou sectores de actividade) e as Secções de Duração Limitada (que são constituídas por um período limitado, em nome do partido, para a concretização de objectivos políticos, sociais ou culturais), sendo que o apoio logístico varia conforme o seu âmbito (nacional, regional ou federativo). Os órgãos das Secções de Base Sectorial são a Assembleia Geral e o Secretariado. Finalmente, no que respeita às Cibersecções, estruturas de base do Partido Socialista de âmbito nacional que funcionam através da Internet e que funcionam em coordenação com o Secretariado Nacional, os seus órgãos são o Secretário-Coordenador e a Assembleia Virtual.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Opinião Pública e Decisão Política

O presente texto apresenta-se como um excerto da introdução de um trabalho de âmbito académico realizado por André Pacheco, membro do secretariado da JS Alcântara e aluno finalista de Ciência Política.
Posto isto, partimos, portanto, do entendimento de que a opinião pública tem influência nas políticas públicas, mesmo que o eleitorado não tenha essa percepção. Este ponto remete-nos para a ideia que eleitor típico tem de que é incapaz de determinar o curso de uma política pública, a sua construção ou processo (Erikson, Mackuen e Stimson, 2002: 284). No entanto, a auscultação da opinião pública torna-se tanto mais relevante por parte do poder político, quanto a sua necessidade de antecipar os efeitos eleitorais da opinião pública. Ou seja, se determinada política pública procura acolher a satisfação do eleitorado, os políticos têm a necessidade de ajustar as suas intenções com as intenções e necessidades dos cidadãos (Erikson, Mackuen e Stimson, 2002: 284-285). Uma política pública ineficaz ou mal acolhida por parte da opinião pública poderá colocar em causa a reeleição do titular do cargo político. A tomada de consciência por parte do indivíduo e, por consequência de uma sociedade civil esclarecida, tem implicações no próprio plano da orientação e comportamento do representante político (cf. Pasquino, 2002, Wahlke apud Martins, 2008: 31).
A política pública, em sentido lato, consiste «no somatório total de leis e regulações que dão resposta a um conjunto particular de questões/problemas» (Erikson, Mackuen e Stimson, 2002: 285). Contudo, e reconhecendo que a formulação de uma política pública obedece a uma interacção sistémica, a própria formulação desta tem, no presente caso que apresentamos, que ter em consideração a volatilidade da opinião pública. É neste sentido que se fala em Policy Change, isto é, a reformulação de uma política pública já existente ou mesmo a criação de uma nova que dê a resposta conveniente ao problema colocado. Por conseguinte, a apresentação de tal política pública cria consequências, Policy Consequences, que terão sucesso ou, não o tendo, desencadearam um novo processo de formulação de políticas públicas (Erikson, Mackuen e Stimson, 2002: 284-286).
Esta matéria assume particular relevância quando procuramos definir o próprio conceito de “opinião pública”, uma realidade abstracta, não prevista constitucionalmente, não institucionalizada e sem existência jurídica, composta por uma massa anónima e geograficamente dispersa (Espírito Santo, 2006: 38-45). Aquilo que procuraremos explorar neste trabalho será, do ponto de vista teórico, compreender o fenómeno que relaciona o comportamento e o foco dos representantes políticos com as exigências do eleitorado, no geral, e da opinião pública, em concreto. É que apesar de constituir uma realidade abstracta, a opinião pública, no nosso entender, assume-se como uma força política implícita que é determinante num espaço público mediatizado, ao qual o poder político tem de dar resposta (Truman, 1981: 217).
Daqui resulta que os representantes políticos, os decisores políticos, são objecto de pressão constante. Pressões efectuadas por parte dos partidos que representam, dos partidos que se lhe opõem, de grupos de interesse, da comunicação social, de movimentos sociais e, obviamente, de cidadãos-eleitores (Lazarsfeld, 1964: 188-189). Importam-nos estes últimos na medida em que são eles, de facto, quem decide quem, através do voto, consente e dá legitimidade à acção dos governantes. Como é de notar, a vida política não se reduz às eleições, pelo que entre eleições são formuladas, entre outras acções, políticas públicas, respostas concretas por parte dos decisores políticos a problemas colocados pela comunidade política em geral.
Ora, importam-nos os cidadãos-eleitores, pois são eles o campo de batalha política, e tal batalha expressa-se na definição da opinião pública. Ou seja, se, por um lado, os partidos políticos podem funcionar como representantes de opinião e nessa medida tanto «criarem como exprimirem «opinião pública»1 (Martins, 2008: 110), por outro lado, também a Comunicação Social, os media, formam opinião pública, independentemente de posições mais minimalistas ou mais construcionistas, que abordaremos adiante, a verdade é que, tratando-se de uma opinião pública marcada por uma “pseudo-atitude” ou por um maior “interesse” esclarecido, existe opinião que funciona como um dos vários inputs, expressando exigências ou necessidades, no sistema político.
Na síntese de Martins, de uma perspectiva que reflecte a representação política como uma sequência de acções, diremos que «os cidadãos, por via dos mecanismos eleitorais, formulam preferências e legitimam os governantes; os partidos articulam e agregam as preferências traduzindo-as em programas de acção política que orientam a acção e as decisões dos governantes; os aparelhos de governo implementam as decisões, cujos resultados podem ou não ser aceites pelos cidadãos e que influenciarão o novo processo de selecção de governantes» (2008: 26).
André Pacheco, membro do secretariado de Alcântara
sábado, 24 de julho de 2010
Da Crise e das ideologias*

segunda-feira, 12 de julho de 2010
XVII Congresso da Juventude Socialista - Moção da JS Alcântara, JS Ajuda e JS Lisboa
O balanço, esse não podia ser mais positivo. A concelhia de Lisboa voltou a acolher esta reunião magna 34 anos depois, sendo de destacar o excelente trabalho da Comissão Organizadora à qual pertencia o coordenador do PS Alcântara Davide Amado enquanto vogal, e o excelente contributo das camaradas Marta Lourenço e Juliana Pereira em toda a preparação e logística do Congresso. De destacar ainda a presença dos camaradas Joel Galvão (JS Ajuda) e Diogo Amaral (JS Alcântara) que se apresentaram como delegados, tendo este último sido eleito para a Comissão Nacional.
Com Pedro Alves como novo Secretário-Geral e a sua nova equipa esperamos que o mandato seja tão bom ou melhor que o anterior, sendo que a JS Zona Ocidental envia votos de um trabalho frutífero em prol da juventude portuguesa. O legado de Duarte Cordeiro é valioso mas acreditamos que estarão à altura do desafio.
Para terminar, é de realçar a apresentação por parte dos núcleos da Ajuda e de Alcântara de uma moção sectorial para discussão referente à temática dos direitos dos animais. Para efectuar a respectiva consulta basta lê-la na caixa de texto presente em baixo.
sábado, 6 de março de 2010
Conferência Políticas da Juventude: Uma visão para o futuro (comentário)
As dificuldades que os jovens enfrentam na sua emancipação, principalmente num contexto de grave crise económica, foram o mote para uma conferência organizada pela JS Alcântara e pela JS Ajuda que visava soluções para os problemas específicos vividos por esta camada da população. Para o efeito foram convidados os camaradas Diogo Leão (Coordenador JS Lisboa e deputado AML) e Duarte Cordeiro (Sec.Geral JS e deputado AR) de modo a complementar uma visão municipal lisboeta a uma perspectiva nacional.
Em relação à intervenção de Duarte Cordeiro, este começou por enquadrar legalmente as políticas de juventude referindo a protecção constitucional de que gozam os jovens no contexto da sociedade portuguesa, realçando que, para a Juventude Socialista, qualquer medida nesse sentido deve primar pela luta contra as desigualdades, seja na educação, no emprego ou na habitação. Foi precisamente nessas três áreas que centrou o seu discurso, sendo que todas se encontram interligadas.
Para o secretário-geral da JS, a prioridade dos decisores políticos deve ser direccionada para uma maior qualificação dos jovens que lhes faculte as ferramentas necessárias para a inserção profissional e, daí decorrente, facilidade de alojamento próprio. A este respeito lembrou algumas boas medidas do PS a nível do ensino secundário como a implementação dos manuais escolares gratuitos para famílias mais desfavorecidas, o alargamento do ensino obrigatório até ao 12º ano de escolaridade e a comparticipação do passe para os transportes públicos. Por sua vez, o ensino superior também tem gozado de mais apoios sociais com o governo socialista. Contudo, em ambos os graus de ensino, todos os avanços efectuados devem ser aprofundados nomeadamente o reforço do ensino profissional, sendo que, o ensino superior deveria abranger mais cursos pós-laborais.